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Data: 09-2005

Arquitectura: uma ferramenta na relação com os doentes
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A arquitectura contribui para melhorar a prestação de cuidados de saúde? Acreditamos que sim...

Oferecer cuidados de saúde, enfatizar a vertente informativa, oferecer boas condições logísticas e inspirar confiança aos doentes são objectivos de qualidade para as unidades de saúde. Se as instalações ou o edifício onde tudo isto acontece, contribuírem para enfatizar estes aspectos, estão optimizados os ingredientes do sucesso.

Um estudo conduzido nos Estados Unidos por Bob Bauere e Michael Gross – directores do Doylestown Hospital – revelou que, de uma forma generalizada, as instalações de prestação de cuidados de saúde (clínicas, laboratórios, consultórios, etc.) não conseguem reunir todos as condições que os pacientes consideram como críticas: condições médicas, físicas e espirituais.

A interdisciplinaridade entre arquitectura e medicina começou a ser explorada nos Estados Unidos onde a prática privada exigiu que se aumentasse a qualidade dos espaços de atendimentos.

Estas preocupações encontram já expressão em Portugal. Um exemplo desenvolvido em Lisboa pela Companhia de Arquitectura e Design são as instalações da Atomedical – um laboratório de medicina nuclear – onde surge uma remodelação que foi conduzida por estas preocupações.

Pelo tipo de exames que realiza, esta clínica acolhe frequentemente doentes em situação de fragilidade – física e/ou psicológica – pelo que se procurou a criação de um espaço agradável e humanizado.

A adequada organização dos circuitos e dos fluxos de circulação, a criação de pequenos espaços para recuperação após exames mais cansativos, uma iluminação adequada aos espaços e à sua função, permitiram requalificar esta clínica. Uma intervenção nestes aspectos, também influencia positivamente para a percepção global de um acto médico de qualidade.

A arquitecta coordenadora do projecto, Patrícia Lourenço, resume assim o processo: “Um projecto desenvolvido em grande proximidade com os responsáveis médicos, permitiu-nos integrar um conjunto de preocupações não apenas funcionais, mas também de índole comportamental, visando acima de tudo o conforto geral das pessoas que recorrem a esta unidade de saúde. Estas questões fazem cada vez mais, parte do caminho da qualidade das unidades de saúde”.

Esclarecimentos adicionais poderão ser solicitados a
Patrícia Lourenço, arq.ª
Contacto: +(351) 96.23.23.101
patricia@planetacad.com